“A Outra Margem”, filme sobre Síndrome de Down pode ser assistido completo no Youtube

Uma história que conta a como uma pessoa com Síndrome de Down e todo seu contexto familiar ensina um homem deprimido e rever a vida.
O filme a “A Outra Margem” é um filme que se passa em Lisboa. O protagonista é Ricardo, um homem gay, transformista em bar de Lisboa. O companheiro de Ricardo suicidou-se e ele vive dias difíceis que culminam em uma fracassada tentativa de suicídio. É essa tentativa falha de suicídio que lhe proporciona o reencontro de Ricardo com sua irmã Maria e seu sobrinho Vasco, que ele ainda não conhecia. Ambos vivem em Amarante, a terra natal de Ricardo. Vasco é um feliz adolescente com Síndrome de Down e Maria é mãe solteira. E vai ser com Vasco – e com Maria – que Ricardo reaprende a viver.
A Outra Margem é um filme português de 2007 com direção de Luis Felipe Rocha. O elenco conta com Filipe Duarte (Ricardo), Maria d’Aires (Maria) e Tomás Almeida (Vasco). 
Fonte: Reab.m

Sem braços e pernas, jovem supera obstáculos e vira pintora

Zuly Sanguino, de 24 anos, nasceu com uma doença rara que afetou a formação de seus quatro membros (pernas e braços). Apesar do problema, ela superou as barreiras e conseguiu realizar seu sonho de virar artista. Hoje, em meio a belos quadros e palestras motivacionais que dá em presídios, Zuly começou a ter exposição internacional e ser reconhecida por seu talento.

A colombiana cria belas pinturas, colorido de flores e paisagens que foram expostos em vários shows. Ela também deu diversas palestras motivacionais em organizações empresariais, escolas e prisões. Zuly é uma mulher excepcional, principalmente porque ela conseguiu alcançar muito embora ela nasceu sem membros totalmente formados.

Nascida com focomelia, uma doença congênita que afetou todos os quatro de seus membros, Zuly foi destinado a uma vida de deficiência. Os médicos haviam informado sua mãe, Guillermina, que Zuly teria de ser deitado o tempo todo para o resto de sua vida. Apesar da sua pobreza e péssimas condições de vida (eles viviam em barracos com piso de terra), Guillermina não iria desistir de sua filha – ela ensinou jovem Zuly a sentar-se em primeiro lugar, e depois caminhar por conta própria, sem apoio externo.

Hoje, Zuly é capaz de viver uma vida tão normal quanto qualquer outro jovem. Ela é capaz de se vestir, se maquiar e tomar banho completamente sozinha

Foto: Reprodução/ OddityCentral
Fonte: R7

CIDADE CHEIA DE GRAÇA dias 25 e 26 de agosto em Paraguaçu Paulista, Santa Cruz do Rio Pardo

Jornalista com paralisia cerebral lança ‘Bim, Um Menino Diferente’

BEATRIZ INHUDES – Jornal O Dia

Rio – O jornalista Fábio Fernandes acaba de lançar seu primeiro livro, o infantil ‘Bim, Um Menino Diferente’ (Editora Multifoco, 32 págs., R$ 38) que trata da inclusão de crianças com deficiência sob uma nova perspectiva. A publicação usa a linguagem dos quadrinhos para contar a história de um menino de 11 anos que, desde o seu nascimento, convive com a paralisia cerebral. Este seria apenas mais um lançamento sob a égide da inclusão, não fosse um fato quase extraordinário: Fábio também é portador de paralisia cerebral desde que nasceu. Ele não fala, não anda e se comunica através de mensagens digitais, com os pés. E foi assim que ele conversou com O DIA .

“O livro traz impressões e imagens que refletem a minha infância e juventude. Mas não se trata de uma autobiografia, porque os acontecimentos que formam a trama não aconteceram literalmente comigo. Porém, são comuns e acontecem com qualquer pessoa com algum tipo de necessidade especial. Não é difícil ouvir relatos de cadeirantes que enfrentam barreiras, seja no transporte, seja em locais públicos. E o mais gratificante foi falar disso de uma maneira leve, com humor, levando o leitor a pensar sobre o assunto”, conta o escritor, que hoje tem 40 anos e vive com a mãe e uma irmã.

Ele conta que a ideia de escrever ‘Bim’ nasceu da percepção da carência de uma literatura infantil que trate da pessoa com necessidades especiais. “Hoje até existem algumas obras, mas que têm o caráter quase didático, tipo “aprenda como conviver com seu coleguinha Down”. Meu livro também tem isso; existe a preocupação de passar informações para o professor que recebe alunos com deficiência e para as crianças que partilham os mesmos ambientes. Mas eu quis mostrar que aquele menino que você vê numa cadeira de rodas é tão peralta, travesso e alegre quanto qualquer outra criança. É isso que busquei e por isso usei os quadrinhos. Quis dizer que ter um amigo cadeirante é legal, até porque ele não vai te ganhar no pique-esconde”, brinca o jornalista, que também é autor de duas peças teatrais: ‘O Menino que Falava com os Pés’ e ‘Meu Irmão’.

‘O Menino que Falava com os Pés’, aliás, foi um dos primeiros espetáculos de teatro a tratar da temática da inclusão escolar de crianças com deficiência, em 1998. ‘Meu Irmão’, por sua vez, foi representado em 2006 pelo grupo de teatro ‘Histéricos’, em Portugal.

Fábio atuou como repórter na cobertura dos jogos Parapan-americanos, de 2007, mantém o blog ‘Eficiente em foco’, voltado para a temática inclusiva, no ar há mais de sete anos, trabalha como repórter do portal da Prefeitura do Rio e colabora com a Associação Objetivo de Deficientes, entidade sem fins econômicos que age na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Apesar da vida ativa, confirma que ainda existe muito preconceito acerca de portadores de necessidades especiais.

“Meu tipo de deficiência ainda traz um estigma muito grande. As pessoas com paralisia cerebral carregam uma carga de estereótipos profundamente negativa. Eu acho que nós, que trabalhamos com formação cultural, temos um papel fundamental na mudança deste quadro. Fazer cultura é abrir novas possibilidades de ver o outro, de compreendê-lo e fazer com que, no caso dos portadores de paralisia cerebral, seja visto além dos padrões estéticos. Eu busco fazer com que meu trabalho motive essa mudança na visão da sociedade”, reflete o autor, que nasceu com paralisia em razão de um erro médico.

“É inaceitável que em 2014, tal qual 40 anos atrás, ainda nasçam crianças com paralisia cerebral porque passaram da hora”, reclama Fábio, que, em seguida, mostra novamente bom humor. “Tenho grave comprometimento motor, não ando, não falo, mas sou simpático e bonito. Pelo menos, a minha mãe acha”, diverte-se.

Atualmente, ‘Bim, Um Menino Diferente’ está à venda apenas no site da Editora Multifoco. Fábio ressalta que escolas e instituições ligadas à causa da pessoa com deficiência podem formar grupos de compras com descontos e promoções. “Nesse caso, é melhor entrar na página do livro no Facebook (www.facebook.com/aturmadobim) para fazer a negociação”, explica o autor.

Professora com Síndrome de Down quebra barreiras para dar aulas e palestras sobre inclusão


Potiguar que enfrentou a discriminação participará do seminário Educação 360, no Rio, em setembro

POR ANDRÉA RANGEL
Jornal O Globo

RIO – Para a educadora potiguar Débora Seabra, de 33 anos, inclusão é a palavra de ordem. Com dez anos de carreira, ela foi a primeira pessoa com Síndrome de Down a lecionar no país, e hoje é professora auxiliar da educação infantil na Escola Doméstica, instituição privada de ensino em Natal, no Rio Grande do Norte. Sua história é um dos estudos de caso que serão apresentados no Educação 360, seminário promovido em setembro pelos jornais O GLOBO e “Extra” em parceria com o Sesc e a Prefeitura do Rio.

– Para seguir o magistério, é preciso paciência. E eu me dou muito bem com os alunos. Quando um aluno chega, ele vem e me abraça – afirma.

Além do trabalho em sala de aula, Débora dá palestras sobre educação inclusiva e se dedica à literatura infantil. No ano passado, lançou o livro “Débora conta histórias” (Editora Objetiva), em que os personagens enfrentam preconceitos. Num dos contos, um pato é discriminado por não querer namorar outras patas, mas sim outros patos. Há também a história de uma galinha surda e um sapo que não sabe nadar.

Sua atuação como palestrante já alcançou outros países: Argentina, Portugal e Estados Unidos. Este ano, no dia 21 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, ela chegou a ministrar uma palestra na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

– Nas palestras, falo sobre inclusão – conta. – A pessoa com Síndrome de Down tem que estudar no ensino regular, sou contra escolas especiais. Eu só cheguei até aqui porque estudei na rede regular.

ESCOLA ESPECIAL, FATOR LIMITADOR

Mãe de Débora, a advogada Margarida Seabra nem cogitou a possibilidade de matricular sua filha numa escola especial. Uma das fundadoras da Associação de Síndrome de Down do Rio Grande do Norte e criadora da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/RN, ela tece severas críticas à escola especial, que atende exclusivamente alunos com algum tipo de deficiência física ou mental.

– A escola especial é um crime. O aluno com Down precisa enfrentar desafios, conviver com a diversidade.

Para a psicopedagoga Dulciana Dantas, que atende Débora há dez anos, o ensino especial para este tipo de caso acaba interditando os direitos das pessoas de participar da vida em geral. Ela defende a combinação de ensino regular com atividades de assimilação pedagógica. Nas sessões com Débora, Dulciana realiza um trabalho didático-pedagógico, repassando com a professora o planejamento escolar que será realizado por sua turma.

– Nós também trabalhamos com discussão e produção de textos. Débora é uma das pessoas mais obstinadas e empreendedoras que já conheci ao longo de 15 anos de carreira.

Ao terminar o ensino médio, Débora ingressou no curso de magistério da Escola Estadual Professor Luiz Antônio, onde foi vítima de preconceito e sofreu.

– Nos trabalhos em sala, eu costumava ficar sem grupo. E cheguei a ser agredida, quando uma menina me obrigou a cheirar o seu tênis. Eu tive que lutar pela inclusão – relata.

Mas Débora não desistiu do seu objetivo e acabou conquistando a admiração de alunos e professores. Ela recebeu o título de “Rainha da Escola” e foi homenageada na cerimônia de formatura do curso, em 2004 .

Concluído o ensino técnico, o próximo passo foi fazer estágio numa creche na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E há dez anos ela trabalha como professora auxiliar na Escola Doméstica. A professora Gina Maria Borba, que divide a sala de aula com Débora, é toda elogios para sua colega de trabalho.

– A cada dia que passa, Débora se mostra mais interessada – diz. – Está sempre disposta a trabalhar, e me ajuda em diversas atividades como colagem e narração de histórias. E o fato de ter Síndrome de Down é encarado com naturalidade pelos alunos.

O seminário Educação 360 acontece nos dias 5 e 6 de setembro na escola Sesc do Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas a partir do dia 19 de agosto somente através do site do evento, que fica no endereço www.edu cacao360.com.

O desenhista Mauricio de Sousa fala sobre a criação de personagens com deficiências

Confira entrevista com o jornalista e cartunista Maurício de Souza a Daniel Limas, repórter do site VIVA MAIS LIVRE. Além da Turma da Mônica, ele também criou personagens para homenagear pessoas com deficiência e mostrar, por meio das histórias, um pouco do universo desse público, contribuindo para a educação e inclusão.

Mauricio de Sousa é criador de histórias e de personagens que divertem, educam e inspiram a imaginação de adultos e crianças há mais de 50 anos. Em 1959, enquanto era repórter policial no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com Bidu e Franjinha (o dono do cachorro), publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Mauricio de Sousa iniciou sua carreira.

Nos anos seguintes, Mauricio criou mais tiras, outros tabloides e diversos personagens – Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta, etc. Até que, em 1970, lançou a revista da Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares, pela Editora Abril. Hoje, entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 30 países. Entre as revistas de histórias em quadrinhos mais vendidas do País, dez são de Mauricio de Sousa – atualmente, suas revistas respondem por 86% das vendas no mercado brasileiro.

O que poucos sabem é que, além da Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Bidu e companhia, este jornalista e cartunista também criou alguns personagens para homenagear pessoas com deficiência e mostrar, por meio das histórias, um pouco do universo desse público, contribuindo para a educação e inclusão. Luca, um garoto cadeirante, e Dorinha, uma menina com deficiência visual, inspirada na Dorina NowillSite externo., são os dois exemplos mais marcantes.

A primeira em vez que Luca apareceu nos gibis foi em 20 de dezembro de 2004, na edição nº222 do gibi da Mônica. O personagem ama os esportes, principalmente o basquete, e foi apelidado carinhosamente pelos novos amiguinhos de “Da Roda” e “Paralaminha”, por ser muito fã do cantor Herbert Vianna e da banda Os Paralamas do Sucesso. Já Dorinha foi a pioneira, e chegou às bancas no final de novembro deste mesmo ano.

Para conhecer um pouco melhor sobre seu trabalho, entrevistamos Mauricio de Sousa. Confira!

Vida Mais Livre: Quando e por que surgiu o interesse por personagens com algum tipo de deficiência?
Mauricio de Sousa: A Turma da Mônica é um grupo de personagens que vivem e agem como crianças normais, como nossos filhos ou conhecidos. Todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência e convivemos harmônica e dinamicamente. Aprendemos as regras da inclusão aí.

Consequentemente, não poderíamos deixar de apresentar, no universo dos nossos personagens, amiguinhos da turma que também tivessem algum tipo de deficiência. Até acho que demorei muito para perceber esse vazio nas nossas histórias.


Vida Mais Livre: Você se recorda da situação em que teve a ideia de criar o primeiro desses personagens?
Mauricio de Sousa: Acho que foi quando criamos uma história onde um novo amiguinho da turma surgia de muletas. Ele participou de uma ou duas histórias, mas depois sumiu. Ficou a necessidade de mantermos esse tipo de convívio. Posteriormente, fui buscar um cadeirante para preencher o espaço.

ImagemVida Mais Livre: Conte um pouco sobre o processo de criação da personagem Dorinha.
Mauricio de Sousa: Quando pensei em criar uma menina cega, busquei uma referência e me veio a figura de Dorina Nowill, da Fundação do mesmo nome. Dorina, líder, de inteligência brilhante, sem preconceitos (para com os videntes), elegante, preocupada com a causa de mostrar caminhos aos cegos. Tirei daí tudo da Dorinha.

Vida Mais Livre: Há uma frequência para ela entrar nas histórias?
Mauricio de Sousa: Não. As histórias fluem e, quando um tema permite, ela entra.

Vida Mais Livre: Qual foi a repercussão entre as crianças?
Mauricio de Sousa: Das melhores. Principalmente, quando a Dorinha, como personagem vivo, no antigo Parque da Mônica, aparecia. Daí era um auê. Todas as crianças se aproximavam dela para perguntar sobre seus hábitos, como fazia isso, como resolvia aquilo. E nossa artista que dava vida à Dorinha estava sempre muito bem preparada para falar como uma deficiente bem resolvida.

Vida Mais Livre: Você também criou o Luca, que é cadeirante. Como ele foi criado? Foi inspirado em alguém, assim como a Dorinha?
Mauricio de Sousa: Para criar o Luca, conversei com os atletas paraolímpicos, o que foi, para mim, uma descoberta e uma alegria. Eles são muito bem resolvidos, também. Entusiasmados, alegres, espertos, inteligentes, com o moral lá em cima. Foi fácil transpor esse clima para o personagem, que continua acontecendo muito fortemente nas nossas histórias, a ponto de a Mônica, nos quadrinhos, estar meio de asinha caída para o Luca.

Vida Mais Livre: E, novamente, qual foi a reação das crianças?
Mauricio de Sousa: Mais uma vez, a curiosidade da criançada, mais sua ousadia, fizeram do Luca um repositório de informações sobre o que é e como é fazer tudo a bordo de uma cadeira de rodas.

Vida Mais Livre: Além da Dorinha e do Luca, há também o André, com autismo, e uma menina com Síndrome de Down, correto? Conte um pouco mais sobre estes personagens.
Mauricio de Sousa: O André nasceu de um estudo que fizemos para uma campanha. Saiu uma revistinha muito gostosa, que serviu e serve para muita gente entender um pouco melhor o autismo e suas diversas manifestações. Já a menina com down é mais recente, pouco conhecida e ainda não suficientemente utilizada nas histórias. Está ainda em fase de estudos, devido à variação de graduações que o Down apresenta. Ainda estou buscando em que nivel está a menina.

Vida Mais Livre: Além dos gibis, esses personagens com deficiência farão parte de DVDs, vídeos educativos, algum projeto especial, etc.?
Mauricio de Sousa: Todo o material educacional que produzimos e que estamos planejando terá a participação desses personagens, sempre com mostras de como vivem numa comunidade onde se instalou a inclusão.

ImagemVida Mais Livre: Há casos de pessoas com deficiência em sua família ou amigos próximos?
Mauricio de Sousa: Sempre há em todas as famílias. Desde criança, até os idosos, no final de suas energias, todos tivemos contato com deficientes. Faltava é a conscientização que agora se percebe.

Vida Mais Livre: E na sua empresa, há muitos empregados com deficiência? Como vocês lidam com a inclusão?
Mauricio de Sousa: Há alguns, sim. Numa convivência onde a gente até se esquece que um ou outro tem alguma limitação. Porque, como sempre, eles rompem os limites. E nos integramos.

Menina com atrofia muscular supera previsão médica e vira filme

Renata Tavares
Do UOL, em Uberlândia (MG)

Íris Oliveira tem nove anos e um sorriso encantador. Apesar da pouca idade, já registra uma história de obstáculos e conquistas. Em 28 de setembro, vai chegar ao décimo aniversário, sete anos a mais do que a previsão que teve ao completar 1 ano e dois meses, quando foi diagnosticada com atrofia muscular espinhal (AME), doença das células que leva à fraqueza e à atrofia muscular com prejuízo de movimentos voluntários, como segurar a cabeça, sentar e andar.

De presente, ela também ganha um curta-metragem, que relata um pouco de sua história de vida.

Nascida em Curitiba, Íris mora em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, desde os dois anos. Os pais, a artista plástica Aline Giuliani e o skatista profissional Ricardo Porva, descobriram a doença porque ela engatinhava, mas não andava nem conseguia ficar em pé sozinha.

“Achamos estranho e a levamos a uma neurologista bem conceituada em Curitiba. Ela nos deu o diagnóstico depois de alguns exames. A resposta foi dada da forma mais dura possível. Ela nos disse que Íris só sobreviveria até os três anos de idade. A atrofia a impossibilitaria de se desenvolver”, conta a mãe.

O casal diz que foi difícil assimilar tudo o que a neurologista havia falado. “Para o Ricardo foi mais difícil. Ele ficou um mês fechado. Sem conversar direito e em uma tristeza de dar dó”, afirma Aline. “Foi muito duro tudo o que a médica falou. Eu acreditei que minha filha poderia ir embora precocemente e tentava entender”, explica Porva.

Foram então em busca de ajuda e de métodos para ajudar a filha a se desenvolver. Giuliani encontrou o apoio em outras mães, cujos filhos tinham a mesma doença. Ele buscou no esporte força para continuar lutando. Em 2006, quando Íris faria dois anos, ele foi campeão em um torneio na República Tcheca.


Íris fazia fisioterapia duas vezes por semana por orientação médica. Segundo Giuliani, os médicos tinham medo que ela sofresse fadiga muscular se fizesse muito esforço. “Mas um dia eu olhei para ela, com aquele sorriso todo e cheia de energia, e percebi que ela não podia ficar parada. Decidimos que ela tinha que se movimentar. Sempre que ela queria algo, nós a fazíamos engatinhar e buscar.”

Assim, Íris ganhou a primeira bicicleta, aos três anos. Os pais amarravam os pés dela ao pedal da bicicleta com fita adesiva, seguravam suas pernas e a estimulavam a pedalar. “Sempre praticamos esportes. Não tinha motivos para ela ficar só com a fisioterapia”, disse Porva.

Além da dificuldade de se locomover, Íris passou a sofrer com doenças respiratórias, comuns em crianças com atrofia muscular espinhal. Ela teve pneumonia e chegou a ficar internada na UTI. “Foram os quatro piores dias. Tive muito medo de que houvesse uma complicação maior e ela precisasse ficar mais tempo internada”, conta a mãe.

O clima frio de Curitiba fazia com que Íris adoecesse com facilidade, por isso decidiram se mudar para Uberlândia, com clima mais estável. “Até hoje, se bate um ventinho, eu a agasalho. Tenho muito medo de vê-la doente.”

Dois anos depois de se mudarem para o interior de Minas Gerais, Porva perdeu um patrocínio, ficou desempregado e o casal passou por dificuldades financeiras. “Eu me lembro que a Íris tinha um urso que ficava ao lado da cama. Era lá que o Ricardo guardava o dinheiro que ganhava nas competições. Quando chegou a esse período crítico, nós abrimos e contamos as notas. Pegamos tudo e demos de entrada na casa que moramos em Uberlândia”, diz Giuliani.

Enquanto a mãe fazia artesanato, o pai começou a dar aulas de skate e fazer edição de vídeos para se manterem. “Nós poderíamos ficar sem luz, sem água, sem nada, mas a fisioterapia da Íris estava garantida”, diz Giuliani.

Após uma reportagem, o Centro de Pesquisas Terapêutico em Curitiba propôs um módulo de fisioterapia intensiva para Íris. Mas eles teriam de arcar com os custos da viagem.

Rifas, bazares beneficentes e eventos ajudaram na arrecadação do dinheiro para garantir o tratamento. Ela vai a Curitiba pelo menos uma vez a cada seis meses. “Nós sempre nos esforçamos para dar a melhor condição de vida para a Íris. Ver o sorriso dela é a nossa recompensa”, conta o pai.

Hoje, ela estuda em uma das melhores escolas particulares de Uberlândia, graças a uma bolsa integral que a família ganhou. Faz natação duas vezes por semana, vai a fisioterapia, faz artesanato e sempre que pode acompanha o pai nos treinos de skate. “Eu não me sinto uma criança diferente. Estudo, pratico esporte e estou sempre em contato com as outras crianças”, diz Íris.

O filme
Toda essa história de lutas e conquistas virou um curta-metragem pelas mãos do cineasta Renato Cabral em um roteiro batizado de “Antes que os Pés Toquem o Céu”. “Quando aquela menina nasceu, eles disseram que ela não viveria muito tempo. Mas as histórias de amor mais bonitas são mesmo aquelas que ninguém acreditava que poderiam durar”, diz Cabral.

A ideia de fazer da história um roteiro de filme surgiu no início do ano, após Ricardo Porva procurar o cineasta para um projeto que contava sua jornada de atleta. “Nunca acreditei em um filme de skate, mas o conheci, me aproximei mais da sua família, conheci sua mulher e a Íris. E percebi que a luta daquela família para manter a menina Íris viva e vivendo nas melhores condições era, sim, uma história de amor única.”

De uma forma poética e sensível, o curta retrata a importância de ser forte, inclusive na hora da morte. “Eu não queria falar sobre a doença, as dificuldades, o tratamento. Eu queria que o filme e sua mensagem fossem algo muito íntimo, quase um recado de um pai ou de uma mãe para sua filha, sussurrado ao pé do ouvido”. Assista ao filme em https://www.youtube.com/watch?v=i3sNJS1WZRw.

Pessoas com deficiência podem ter direito a meia entrada em espetáculos

O direito de estudantes e idosos de pagar meia entrada em espetáculos artísticos, culturais e esportivos foi ampliado para pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos que comprovarem renda familiar mensal de até dois salários mínimos. O benefício poderá ser estendido inclusive ao acompanhante de pessoas com deficiência, quando necessário. No caso de jovens carentes, o desconto fica condicionado à inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

A nova lei (12.933/2013), sancionada no fim do ano passado, limitou, no entanto, a meia entrada a 40% do total de ingressos. Salas de cinema, teatros, espetáculos musicais e circenses e eventos esportivos, de lazer e de entretenimento serão obrigados a deixar visíveis as informações sobre ingressos disponíveis e os avisos quando a cota de meia-entrada estiver esgotada.

A medida é polêmica e gerou debates no Congresso durante a discussão da proposta. O deputado Eduardo Barbosa, do PSDB mineiro, que relatou a matéria na Comissão de Seguridade Social e Família, informa que foram realizadas diversas reuniões com as entidades estudantis e os produtores culturais para chegar a um acordo. Ele justifica o limite de 40% à meia entrada.

“Era necessário termos um parâmetro para que eles (produtores) pudessem ter planilhas que garantissem a execução de um espetáculo sem risco de prejuízo e que eles pudessem ter uma base para calcular de fato qual seria o ingresso que cobriria as despesas. Dessa forma, buscou-se um acordo, principalmente com os estudantes, no sentido de ter um teto de 40%, porque é previsível para quem está fazendo o espetáculo, dessa forma, criar parâmetros de planilhas de custo”

O deputado Vicente Cândido, do PT paulista, que relatou a proposta na Comissão de Constituição e Justiça, reconhece que há uma preocupação de que o limite exclua parte do público do benefício. Ele aposta, no entanto, que o preço regular dos eventos será reduzido.

“Quando você não tinha previsibilidade, o que acontece com os eventos? Eles acabam majorando todo o espetáculo. Então, o que acontecia? Se o ingresso iria custar 20, eles colocavam R$ 40 o valor. Com a previsibilidade, você separa aquilo que tá no benefício, e você consegue vender num preço razoável o que não está no benefício. Então, a segurança jurídica e a previsibilidade é que ajudam a organizar o mercado”

O governo vetou três pontos do texto aprovado pelos parlamentares. Um deles é o que estabelecia que o estudante deveria apresentar a carteira estudantil para obter descontos no transporte coletivo local.

Outro ponto vetado dizia que somente teriam direito ao benefício os idosos que apresentassem documento oficial de identidade no momento da aquisição do ingresso e na portaria do local do evento.

O terceiro veto refere-se aos casos de emissão irregular ou fraudulenta de carteiras estudantis.

FONTE: Rádio Câmara, de Brasília, Geórgia Moraes

Oficina oferece aulas de dança gratuitas para pessoas com e sem deficiência em SP

Foto de uma cadeirante dançando com um instrutor

Estão abertas as inscrições para a 3ª edição da Oficina de Dança DanceAbility do Núcleo Dança AbertaSite externo.. O método utiliza a improvisação de movimento para promover a expressão e a troca artística entre pessoas com e sem deficiência. As aulas acontecem na PulsarteSite externo., em Pinheiros (São Paulo), de 2 de setembro a 23 de outubro, terças e quintas, das 14h30 às 17h30.

Os participantes são divididos em dois grupos com objetivos distintos. O Grupo I (Núcleo Didático) é formado por pessoas interessadas na abordagem aprofundada do método DanceAbility para aplicação em seu trabalho ou profissão. São 15 vagas disponibilizadas que devem ser preenchidas por meio de seleção pública, que vai levar em conta também o potencial multiplicador de informação dos candidatos.

Já do Grupo II participam pessoas que têm vontade de conhecer e experimentar o DanceAbility. Ambos os grupos são compostos por pessoas com e sem deficiência, com ou sem experiência em dança.

Interessados podem se inscrever até 13 de agosto, pelo site www.nucleodancaaberta.com; ou enviando seus dados, profissão, currículo resumido e carta de interesse para contato@nucleodancaaberta.com. É necessário também informar se possuem deficiência e se precisam de transporte disponibilizado pelo projeto.

A divulgação dos selecionados será feita também pelo site do Núcleo Dança Aberta, no dia 29 de agosto. Após os dois meses de trabalho, a oficina terminará com uma performance dos participantes do Núcleo Didático, aberta ao público.

Fonte: Catraca Livre

Casal do filme ‘Colegas’ participa de novela

No capítulo de ontem e hoje da novela “Chiquititas”, que vai ao ar às 20h30, no SBT, as crianças do orfanato Raio de Luz vão contracenar com os atores Ariel Goldenberg e Rita Pokk.

Os dois são portadores de Síndrome de Down, e deram vida a Stallone e Aninha, protagonistas de “Colegas” (2012), dirigido e escrito por Marcelo Galvão.

Na trama, que é adaptada por Íris Abravanel, mulher de Sílvio Santos, Rita Pokk interpreta Virgínia, uma mulher que aparece no orfanato após ter fugido de seu próprio casamento.

Enquanto isso, Ariel Goldenberg vive Danilo, o noivo de Virgínia, que vai atrás dela no orfanato. No caminho, ele quase é roubado por Paçoca (Rafael Miguel), mas consegue se safar.

Ao notarem a presença do rapaz, as “chiquititas” vão esconder Virgínia, mas também incentivá-la a conversar com o noivo.

As crianças mais velhas do orfanato explicam aos mais novos que o casal é portador da Síndrome de Down, e esclarecem que o preconceito e a discriminação são os piores inimigos dos portadores da alteração de cromossomo.

Casados há dez anos na vida real, Rita Pokk e Ariel Goldenberg se uniram em um culto ecumênico após quatro anos de namoro.

Fonte: Jornal Destak, 29/07/2014

Trailer inédito de peça escrita e encenada por jovem com Down

Ano passado, Tathiana Piancastelli, que completa 30 anos, escreveu, montou e protagonizou a peça “Menina dos Meus Olhos”, primeira produção teatral escrita e encenada por uma pessoa com síndrome de Down. Este mês, a jovem lança o trailer inédito do espetáculo, que já ganhou temporada em Nova York, nos EUA. A produção negocia agora novas apresentações em países como Inglaterra e Holanda.

A peça conta a história de Bela, uma adolescente em busca do amor e da aceitação social. Confira o trailer CLICANDO AQUI

Além de atriz, Tathiana é autodefensora, apresentadora de TV e inspiração para personagem de Mauricio de Sousa – a Tati. Ela também é voluntária no Instituto MetaSocial, que desenvolve ações junto à mídia para promover a inclusão social. Saiba mais sobre seu trabalho aqui e aqui.

“Anne Sullivan e Helen Keller” ou a inclusão ética no teatro

Por Moséis Ferreira, do Blog O Chaplin

Antes de você seguir a leitura desse texto, responda-me: Você vai ao teatro ou ao Teatro Riachuelo? Você vai prestigiar um trabalho, uma obra, um espetáculo ou vai  tirar o-tal-do-selfie para postar nas redes sociais? Você vai com sua melhor roupa, claro. Comporta-se com a melhor postura para adentrar em um estabelecimento belo, bonito, maravilhoso, encantador. Mas de que vale isso, se você não sabe respeitar o artista no palco e muito menos a pessoa que se encontra ao seu lado? Se não tem delicadeza de perceber a essência, a energia que emana do palco, dos atores, do texto, em mim.
Esse momento é o momento de conexão, de se permitir, de se doar a arte deixando as emoções cotidianas de lado e  tudo aquilo que nos prende, tudo aquilo que nos dói. Não é o momento de dizer aos amigos pelo Whatsapp que se encontra no Teatro Riachuelo assistindo a uma peça só pra bancar uma de bacana, de culto. Acredito que esse tipo de gente não sabe nem o nome do espetáculo. Digo isso, porque no momento em que seu celular acende, vibra, apita, ele me atrapalha, desvia meu foco pra vida, logo eu que sempre quero viver na ficção.
Perdoem o desabafo, mas não gosto de compartilhar esses momentos com gente que não respeita o trabalho de profissionais que se sacrificam para nos mostrar o que muitas vezes não vemos. Se você não sabe assistir a um espetáculo que nos fere de forma épica, que nos causa inquietações, que não deixa o riso frouxo e sem sentido ser o melhor momento da obra, não vá, fique em casa. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada, assim já diz Martha Medeiros.
O espetáculo Anne Sullivan e Helen Keller  – A luta pela inclusão social, tenho certeza, sofre preconceito. Quando eu convidei alguns amigos para prestigiarem o trabalho, eles foram bem categóricos: Deve ser chato, vou nada! E vejam bem, muitos estudam teatro comigo. Mas tudo bem, respeito o gosto de cada um. Mas percebam se estou certo: só pelo fato do título conter “a luta pela inclusão social” acredito que muitos deixaram de ir por acharem que seria um espetáculo maçante, cheio de tédio e tragédia. Ledo engano, leitores!
Anne Sullivan e Helen Keller é do tipo de trabalho que ainda estou aplaudindo por todas as coisas que eu pude refletir durante e depois da obra. Um trabalho que fala sobre perseverança e amor na atitude de um professor em sua profissão, na possibilidade de uma melhor relação de aprendizado entre professor e aluno. Leitores, no teatro não importa o quê, mas sim, o como. E o modo como foram trabalhadas essas questões dentro da obra foi fantástica! O final, então, foi lindo! A emoção foi tamanha que nem mesmo a atriz segurou as próprias lágrimas.
Em um momento da peça, a personagem Anne Sullivan declara: Há várias maneiras de ser cego. Fico aqui pensando se metade dos que estavam presentes não sofrem da cegueira que a ignorância nos oferece. Nesse momento, entendo perfeitamente quando Jerzy Grotowski fala que a essência do teatro é um encontro. Como estudante de licenciatura em Teatro, eu pude avaliar o tipo de professor que me tornarei. Preciso ainda de muita Anne Sullivan na veia, assim como muitos. Preciso de mais encontros com obras como essa que me tira da passividade, do comodismo dos pensamentos cotidianos.
Sabe por que devemos nos preocupar com arte e assistir a trabalhos assim, leitores? Para cruzar nossas fronteiras, vencer nossas limitações, preencher nosso vazio existencial. Utilizo as palavras do mestre Grotowski em seu livro Em Busca de um Teatro Pobre para poder expressar o que Anne Sullivan e Helen Keller me ensinaram: enquanto uns esperavam a comicidade, o riso solto, a descontração, eu fui pelo caminho contrário, fui em busca de mim numa obra que mereceu todos os prêmios que recebeu internacionalmente.

FIQUE DE OLHO: ESTREIA EM BRAEVE!!!

Ator da Cia Olhos de Dentro lança filme infantil e site

Semana passada o ator da Cia. Teatral Olhos de Dentro Emílio Figueira apareceu com mais duas novidades. Entre elas está o lançamento do filme “Diálogos – O filme” totalmente feito por ele. Sendo um projeto experimental e curtindo o hobby de diretor amador, este é o primeiro filme infantil desenvolvido por Figueira, após 38 anos trabalhando nele. Isto porque aos seis anos de idade, Figueira escreveu as três histórias contidas neste curta e por algumas vezes às reescreveu ainda morando em Guaraçaí. Nos anos 90, estudando artes gráficas em Bauru, fez todas as ilustrações no computador para uma coleção de três livros infantis. E agora viu a possibilidade de uni-los em um pequeno filme-livro de nove minutos com narração, movimentos dos quadros e trilha sonora.
“Diálogos – O filme” pode ser assistido livremente pelo youtube ou dentro do site “Emílio Figueira – Vida e Obra” lançado junto com o filme. Segundo a apresentação, “por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo e psicanalista. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva. Este site tem por finalidade divulgar de maneira oficial a história, as obras e informações atuais de sua carreira”.

Para ver o filme, CLIQUE AQUI

PAULINHO, UM DOS ORGULHOS DA CIA OLHOS DE DENTRO!

Convite: Ensaio Aberto!